Nova Friburgo

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Nova Friburgo é uma cidade, sede do município de mesmo nome, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

Localiza-se no centro-norte do estado do Rio de Janeiro, na região serrana, a 22º16’55″ de latitude sul e 42º31’52″ de longitude oeste, a uma altitude de 846 metros, distando 136 km da capital fluminense. Ocupa uma área de 935,81 km². Compreende os distritos de Riograndina, Campo do Coelho, Amparo, Conselheiro Paulino, Lumiar, São Pedro da Serra e Muri.

Sua população estimada no dia 1 de Julho de 2008 era de 178.310 habitantes, mas presume-se que na cidade já tenham mais de 200 mil habitantes. As principais atividades econômicas são baseadas em: indústria de moda íntima, olericultura, caprinocultura e indústria (têxteis, vestuário, metalúrgicas e turismo).

História

Nova Friburgo foi inicialmente colonizada por 261 famílias suíças entre 1819-1820, totalizando 1.682 imigrantes. O município foi batizado pelos suíços ganhando o nome de “Nova Friburgo” em homenagem à cidade de onde partiram a maioria das famílias suíças, Fribourg (Friburgo em português, Fribourg em francês, Freiburg em alemão), no Cantão de Fribourg. É também o primeiro município no Brasil colonizado por alemães, tendo estes imigrantes, ao todo 332, chegado à cidade em 3 e 4 de maio de 1824, dois meses antes de São Leopoldo (Rio Grande do Sul). Quem nasce no município é chamado de Friburguense.

Nova Friburgo foi a primeira colônia não lusitana a ser fundada no Brasil, tornando-se a verdadeira Suíça Brasileira.

Em 16 de maio de 1818 o Rei D. João VI, sentindo a necessidade de uma colonização planejada, a fim de promover e dilatar a civilização do Reino do Brasil, baixou um Decreto que autorizou o agente do Cantão de Friburgo, na Suíça, Sebastião Nicolau Gachet, a estabelecer uma colônia de cem famílias suíças na Fazenda do Morro Queimado, no Distrito de Cantagalo, localidade de clima e características naturais idênticas às de seu país de origem.

Foi nomeado inspetor da projetada colônia o monsenhor Pedro Machado de Miranda Malheiros, que, de imediato, tratou da aquisição dos terrenos necessários à dita empresa; adquiriu duas datas de terra com meia légua de testada cada uma, pertencentes a Manuel de Sousa Barros e a José Antônio Ferreira Guimarães, e também a sesmaria chamada Morro Queimado, que pertencera a Lourenço Correia Dias, na qual, mercê de seu clima ameno e da sua situação topográfica, foi instalada a sede da colônia que tomou o nome de Nova Friburgo.

Entre 1819 e 1820 chegavam a Nova Friburgo 261 famílias de colonos suíços, 161 a mais do que havia sido combinado nos contratos, formando-se assim o núcleo inicial da povoação. Sabendo o quão promissora era a cooperação desses estrangeiros para com a nova pátria, o Governo Real subscreveu, a 3 de janeiro de 1820, um Alvará elevando Nova Friburgo à categoria de vila, desmembrando para isso suas terras das de Cantagalo. A instalação da vila deu-se a 17 de abril desse mesmo ano.

Após a proclamação da Independência do Brasil (1822), o Governo Imperial enviou o Major George Antônio Scheffer à Alemanha a fim de ali contratar a vinda de imigrantes para as colônias de Leopoldina e Frankenthal estabelecidas na então Província da Bahia desde 1816, às margens dos rios Caravelas e Viçosa. Por motivos ignorados esses colonos acabaram sendo enviados a Nova Friburgo, onde chegaram a 3 e 4 de maio de 1824; eram 80 famílias – encabeçadas pelo pastor Frederico Sauerbronn – que foram carinhosamente recebidas por Monsenhor Miranda, então readmitido no cargo de inspetor, do qual se exonerara.

Esse sistema especial de administração da colônia por intermédio de um Inspetor designado pelo Governo Imperial vigorou até 1831; a partir desse ano a jurisdição passou a ser superintendida pela Câmara da Freguesia, a exemplo das outras vilas brasileiras.

Finalmente, a 8 de janeiro de 1890, Nova Friburgo foi elevada à categoria de cidade, tendo sua população aumentado com a chegada de imigrantes italianos, portugueses e sírios.

Em 1872, o Barão de Nova Friburgo trouxe até a região os trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina a fim de escoar a sua produção de café proveniente de Cantagalo.

A partir de 1910, Nova Friburgo que até então devia o seu progresso ao desenvolvimento da agricultura e ao seu clima seco ideal para município de veraneio, viu chegar vários cidadãos de iniciativa, tais como Conselheiros Julius Arp, Maximilian Falck e William Peacock Denis, que foram os pioneiros da era industrial friburguense. A estes se juntaram outros elementos de valor, provocando o surto de progresso verificado até meados dos anos de 1980.

Com a melhoria dos meios de comunicação com as cidades do Rio de Janeiro e Niterói por rodovias pavimentadas, a indústria de turismo incorporou-se às demais fontes de renda da municipalidade. Paralelamente, mantém-se o comércio local, uma das fontes de economia da comunidade.

Quanto à ferrovia, foi desativada no final da década de 1960. Porém, existe uma indicação legislativa de autoria do deputado Rogério Cabral (PSB), em trâmite desde 2007, para trazer de volta essa modalidde de transporte com fins turísticos.

Turismo

Alguns distritos do município de Friburgo, como Lumiar e São Pedro da Serra, têm paisagens naturais famosas. Nova Friburgo possui a maior rede hoteleira do interior do estado do Rio de Janeiro.

Entre os atrativos turísticos do município, mais conhecidos são:

  • A Queijaria Escola FRIALP, situada na RJ-130
  • O Parque de Furnas do Catete, na RJ-116 onde se localiza a Pedra do Cão Sentado
  • A Praça Getúlio Vargas
  • A Praça Marcílio Dias é a porta de entrada da cidade. É considerada o marco inicial da colonização, pois ali ficaram acampados os primeiros alemães, vindos da Europa. Dá nome ao bairro boêmio do Paissandú, o qual é um ponto comercial dotado de um entroncamento rodoviário que conduz à cidade do Rio de Janeiro e aos populosos bairros de Olaria e Cônego.
  • O maior teleférico de cadeiras do país, situado na Praça do Suspiro
  • O Nova Friburgo Country Clube, onde se localiza o Chalé do Barão de Nova Friburgo (1860);
  • Distrito de Lumiar
  • O Encontro dos Rios
  • A Pedra Riscada
  • O Pavilhão das Artes no bairro do Cônego.
  • Os prédios construídos no estilo e arquitetura alpina como o Hotel Bucksy, o Hotel Garlipp, o MuryShopping, o Restaurante Bräun & Bräun
  • No cemitério Luterano pode-se encontrar a sepultura de um Friburguense que morreu em um duelo pela disputa de uma bela senhora.
  • A Catedral São João Batista, na praça Dermeval Barboza Moreira,s/n no Centro da Cidade.
  • Praça do Suspiro: recanto onde se encontram o teleférico, a Igreja de Santo Antônio, o Largo da Poesia, A Fonte dos Suspiros, O Tiro de Guerra e o Corredor Cultural, construído em homenagem às dez colônias que formaram a população da cidade.
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