
Barra Mansa é um município brasileiro situado no sul do estado do Rio de Janeiro, na microrregião do Vale do Paraíba dentro da mesorregião do Sul Fluminense. Localiza-se a uma latitude 22º32’39″ sul e a uma longitude 44º10’17″ oeste, estando a uma altitude de 381 metros. Sua população estimada em 2008 era de 176.469 habitantes, formando uma conurbação com as cidades de Volta Redonda e Pinheiral com uma população de mais de 450 mil habitantes. Possui uma área de 548,9 km².
Seu centro administrativo e legislativo é o bairro Centro já que nele estão localizados a prefeitura e a câmara municipal e seu centro judiciário é o bairro Barbará pois nele está situado o fórum municipal.
Em 1954 Volta Redonda emancipou-se e em 1991 foi a vez de Quatis, levando consigo os distritos de Ribeirão de São Joaquim e Falcão. Em 1993 Antônio Rocha foi elevado a condição de distrito assim como o bairro Santa Rita de Cássia, no ano de 2006.
A população de Barra Mansa, é composta por descendentes de imigrantes europeus (principalmente portugueses, italianos, e espanhóis), mas também de franceses e alemães, além de uma dinâmica colônia sírio-libanesa, assim como também de ameríndios e de escravos africanos.
Com toda essa riqueza racial, o município continua sendo uma das maiores cidades do Sul Fluminense, ficando, em termos de produção econômica, atrás apenas de Volta Redonda e de Resende, como mostra a análise do PIB destas cidades [1]. O município tem a segunda maior população da região, possuindo mais de 528 unidades industriais, um grande entroncamento ferroviário, rodoviário e fluvial, e uma posição privilegiada, estando próximo às duas maiores metrópoles brasileiras: o Rio de Janeiro e São Paulo. O município é próximo também a importantes centros ecônomicos regionais como São José dos Campos, Juiz de Fora e Volta Redonda, e faz divisa com outras cidades importantes, como a própria Volta Redonda e Resende.
O município tem um comércio forte e tradicional, principalmente no Centro, Estamparia e Ano Bom. Seus bairros nobres são o Centro, Santa Rosa, Verbo Divino, Ano Bom, Bairro de Fátima e Jardim Boa Vista. Os bairros mais pobres são os da Periferia Leste do Distrito Sede (Barra Mansa).
Seus monumentos principais são a Fazenda da Posse, a sede da prefeitura, o Palácio Barão de Guapi o Jardim das Preguiças e a Ponte dos Arcos. Os quatros principais rios que cortam o município de Barra Mansa são o Paraíba do Sul, o Barra Mansa o Bananal e o Bocaina.
História
Por volta do ano de 1700, chegar a São Paulo era uma tarefa quase impossível, por causa da barreira natural criada pela Serra do Mar. Mas, para que a viagem se tornasse mais rápida, o então governador Luiz Vaía Monteiro ordenou que fosse aberto um caminho através da serra de Itaguaí.
Depois de concluído o caminho, várias incursões foram feitas até o rio Paraíba do Sul, mas sem o compromisso de se formar povoados ou vilas. Estas incursões eram quase sempre formadas por aventureiros à procura de ouro ou por caçadores. O primeiro indício de povoamento se deu em 1764 quando Francisco Gonçalves de Carvalho obteve junto ao vice-rei D. Antônio Álvares da Cunha, uma sesmaria para fundar uma fazenda de gado e mantimentos entre o rio Paraíba do Sul e o rio Bananal, exatamente no local onde se encontrava um córrego chamado de Barra Seca ou Barra Mansa.
Em 1765, José Alberto Monteiro também obteve do vice-rei uma sesmaria à margem do Rio Paraíba, onde é hoje Volta Redonda. Com o passar dos anos, estas sesmarias foram mudando de donos, até que, por volta de 1827, chegaram, por herança, às mãos do Coronel Custódio Ferreira Leite, o Barão de Aiuruoca, fundador do município. A partir daí, o local tornou-se ponto obrigatório de passagem de tropas de viajantes a caminho de portos marítimos. Em 1800, nas terras de Henrique Magalhães, bem próximas à foz do rio Barra Mansa, já existia um engenho e uma capela. Aos poucos, um pequeno núcleo populacional começou a surgir e o início do povoamento animou o Coronel Custódio Ferreira Leite, que mandou construir outra capela, à margem direita do Paraíba, também dedicada a São Sebastião, localizava-se quase em frente à Fazenda Ano Bom, na margem oposta do rio.
O pequeno povoado foi crescendo e, em 3 de outubro de 1832, graças a um ofício dirigido à Assembléia Geral Legislativa do Império, foi criada a Vila de São Sebastião de Barra Mansa, passando a fazer parte da vila terras desmembradas das vizinhas Resende, Valença e São João Príncipe. Em 1954, teve emancipado o até então distrito de Santo Antônio de Volta Redonda e em 1991 os distritos de Quatis, Falcão e Ribeirão de São Joaquim.
Turismo
- Fazenda Bocaina – localizada na Estrada Barra Mansa / Bananal, possui arquitetura rural do século XIX. Apresenta um estado de conservação muito bom e um portão de acesso ao jardim, cujo trabalho de serralheria merece destaque.
- Fazenda Santo Antônio – construída no início do século XIX, apresenta planta e fachada bem características das fazendas de café. Encontra-se em precário estado de conservação e precisa de obras urgentes de recuperação.
- Fazenda da Posse – a primeira construção erguida em Barra Mansa data de 1764. Trata-se de um casarão em estilo colonial, totalmente restaurado, um marco do surgimento do município. Atualmente, funciona como Centro Cultural, abrigando cursos e exposições de arte.
- Fazenda Criciúma – a Fazenda foi construída em 1872, pelo fazendeiro de café e empresário, com atividades comerciais na França, Manoel Gomes de Carvalho (Barão do Rio Negro). Criciúma foi uma das mais importantes produtoras de café da região. Ao longo dos anos, a construção histórica sofreu pequenas modificações, mantendo algumas linhas arquitetônicas que lembram o Palácio Rio Negro de Petrópolis.
- Fazenda Sant’ana do Turvo – construída em 1826, por Joaquim Manuel de Carvalho (primeiro Barão de Amparo), foi a maior produtora de café na região. Na época, ocupando uma área de 700 alqueires e possuindo 250 escravos, chegou a produzir, anualmente, 180 mil arrobas de café. Em bom estado de conservação, é um dos bons exemplos da arquitetura rural do século XIX, contando com 12 quartos, três salões e outras dependências. Localiza-se no limite com o distrito de Nossa Senhora do Amparo, o que faz com que seja considerada parte daquele distrito.
- Fazenda Rochinha – cuidadosamente restaurada, mantém as características da arquitetura do final do século XVIII, quando o chamado estilo colonial marcava as construções rurais. Desde 1902, destaca-se pela excelência de sua cachaça artesanal, ROCHINHA, comercializada em todo o Brasil e com adiantados projetos de exportação.
- Fazenda São Lucas Brandão – pertenceu inicialmente ao comendador Lucas Antônio Monteiro de Barros, benfeitor do município que deu início à construção da Câmara Municipal de Barra Mansa. Durante o ciclo do café, destacou-se como uma das principais produtoras da região. Sua sede data do final do século XIX, encontrando-se em bom estado de conservação.
- Hotel Fazenda Sertãozinho – oferece suítes, café da manhã, salão de jogos, piscina, sauna, quadras de vôlei e campos de futebol, pesque-pague, passeios a cavalo e caminhadas, comidas típicas caseiras e instalações para festas de confraternização. O acesso é mais fácil pelo Distrito de Rialto.
- Fazenda Ribeirão Claro – foi construída em 1845, por João Chrisóstomo de Vargas, no melhor estilo da época. Um imponente solar mantém o traçado e mobiliário originais, conservando sua autenticidade pelas gerações seguintes.
- Artesanato Stella Carvalho – construído pela Associação das Damas de Caridade de Amparo, em 1981. Entre seus objetivos estão o incentivo às habilidades artesanais e a facilitação do acesso ao mercado de vendas, cujos resultados revertem para as artesãs, como uma espécie de cooperativa. O projeto foi do Engenheiro Luiz Roberto Correia Reche e mostra uma fachada com esquadria em estilo colonial, mantendo o clima do cenário histórico de Amparo. As colchas de retalhos produzidas pelo artesanato são famosas, conhecidas inclusive em outros países, tornando-se um referencial de Amparo.
Página(s) relacionada(s):
- Mesorregião Sul Fluminense
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- Piraí
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