Porto Real

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Porto Real é um município brasileiro do Estado do Rio de Janeiro. É reconhecida como a 1ª colônia Italiana no Brasil. Localiza-se a uma latitude 22º25’11″ sul e a uma longitude 44º17’25″ oeste, estando a uma altitude de 385 metros. A população recenseada em 2008 foi de 15.879 habitantes. Emancipou-se em 1995 de Resende. Ocupa uma área de 50,781 km².

História

Em 1874 a senhora Clementina Tavernari, nativa de Concórdia de Módena, na Itália, foi a Itália, vinda do Brasil, para recrutar 50 famílias de lavradores no norte daaquele país a fim de fundar, em Santa Catarina, um núcleo colonizador. Essa colônia teria o nome da Imperatriz Maria Tereza Cristina. Seria o primeiro experimento de colonização italiana no Brasil.

Depois de inscritas as famílias para a viagem ao Brasil, o entrave era conseguir que algum órgão assumisse a responsabilidade em pagar – se fosse o caso – as despesas dessas famílias de regresso à pátria. Quem se responsabilizou – finalmente – já que a viagem estava se atrasando por essa razão – foi o Dr. Sterlih, um deputado italiano. Dessa forma foram concedidos os passaportes à famílias de Módena, Mântova, Ferrara, Parma e Reggio.

Embarcaram no navio “Anna Pizzono”, dia 22 de Dezembro de 1874, que havia sido um navio da marinha mercante americana, do qual tiraram as máquinas, transformando-o num navio com 4 velas. Dessa forma o navio dependia de ventos o que, por vezes, alongou a viagem. O relato do Sr. Secchi cobre toda a viagem, os enjôos de praticamente todos os passageiros, tempestades no mar, brincadeiras de batismo de passagem da linha do Equador, sobre as quais todos tinham as mais estranhas idéias, e infelizmente – algumas doenças à bordo que resultaram – poucas – em mortes.

Chegaram na cidade do Rio de Janeiro dia 16 de Fevereiro de 1875. Grassava a febre amarela no Brasil, e por essa razão os imigrantes ficaram na hospedaria de onde embarcaram no dia 19, de trem, diretamente para Porto Real. O Sr. Secchi se tornaria professor primário para os filhos dos colonos italianos, os quais foram acomodados em vários quartinhos erguidos à beira de um grande pátio. Receberam alimentos para sua sobrevivência e um pequeno salário durante 3 meses. Tinham um médico para atendê-los, que era o médico pessoal da ferrovia de Barra do Piraí.

Ele conta que encontraram assentadas uma grande família suíça, duas famílias portuguesas das ilhas, uma espanhola e uma alemã. A senhora Malavazi ia ao Rio de Janeiro – às vezes – tratar com a Imperatriz sobre a transferência para Santa Catarina, o que o governo acabou por vetar devido a incidência daquela febre, a qual, acabou por vitimar a a senhora Malavazi.

Os colonos logo procuraram o Sr. Sechi dizendo que preferiam ficar em Porto Real e não ir mais para Santa Catarina. Argumentaram sobre as boas condições climáticas, o fato de ser perto da estação ferroviária e as boas relações com os outros colonos.

O Ministro da Agricultura e a Imperatriz foram consultados e logo mandaram engenheiros para subdividir em lotes de 10 hectares as melhores terras ainda não desmatadas. Os colonos começaram a trabalhar em seus lotes plantando cana de açúcar, a espera de que o governo ou uma empresa privada, montasse um engenho para a produção de açúcar. Os engenheiros vieram do Rio para implantar engenho para a distilação do aguardente, quase no momento de perder a colheita por falta de local para seu processamento.

Porto Real, por ser próxima da capital era visitada por ministros e embaixadores estrangeiros. Dom Pedro II, quando da sua visita, foi recebido com grande festa pelos colonos. O contato entre os colonos e o Imperador foi bem próximo a ponto deste questioná-los se estavam satisfeitos e sendo bem tratados.

Nessa época foi formada uma companhia no Rio de Janeiro com o nome de Paile Fine & Companhia para a exploração de mandioca e batata doce da qual tiravam um conhaque que estava bem cotado no comércio. Porém não haviam grandes plantações, em Porto Real, desses produtos, tendo por outro lado grandes canaviais, aumentou-se então a construção que estava à margem direita do rio Paraíba do Sul, transformando-a para produção de açúcar, com o nome de Engenho Central de Porto Real.

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