Volta Redonda

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Volta Redonda é um município brasileiro situado na microrregião do Vale do Paraíba dentro da mesorregião Sul Fluminense, no estado do Rio de Janeiro. Também é conhecida como a “Cidade do Aço”.

Localiza-se a 22º31’23″ de latitude sul e 44º06’15″ de longitude oeste, a uma altitude de 390 metros. É cortada pelo Rio Paraíba do Sul, que corre de Oeste para Leste, sendo a principal fonte de abastecimento do município e também responsável pelo seu nome, devido a um acidente geográfico no seu curso.

Seu santo padroeiro é Santo Antônio e seu lema em latim é “Flumen Fulmini Flexit”, ou seja, “o rio ante o raio dobrou-se”.

Em Volta Redonda, situa-se a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), maior siderúrgica da América Latina. Atualmente, sua economia, apesar de ainda estar ancorada na indústria, é bastante diversificada, voltada em grande parte para as áreas de prestação de serviços e comércio.

A cidade é limitada pelos municípios de Barra Mansa (Norte, Noroeste, Oeste e Sudoeste), Barra do Piraí (Nordeste), Pinheiral e Piraí (Sudeste e Leste), e Rio Claro (Sul), encontrando-se a 125 km da cidade do Rio de Janeiro.

Ocupa uma área de 182,317 km², sendo 54 km² na região urbana e 128 km² na zona rural. A população estimada em 2008 foi de 259.811 habitantes[2], o que a torna a maior cidade da região Sul Fluminense e a terceira maior do interior do estado.

Isso é reforçado, ainda, devido a população de diversas localidades de cidades vizinhas utilizar os serviços, comércio e aparelhos públicos e privados de Volta Redonda, já que ficam no seu entorno e muitas vezes estão mais próximas dos centros comerciais desse município e são mais variados que o de suas próprias cidades. Dessa forma, a população flutuante da cidade, diariamente, é de aproximadamente 330.000 habitantes.

Juntamente com os municípios de Barra Mansa (7 km de distância), de Pinheiral (15 km de distância) e de Barra do Piraí (esta um pouco mais distante, 35 km, mas possuindo vários bairros em áreas limítrofes), constitui uma aglomeração de aproximadamente 500.000 habitantes, conforme as estimativas do IBGE para 2008, sendo, no estado, a maior mancha urbana fora da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Centro econômico do Sul Fluminense, Volta Redonda está numa área estratégica, a 310 km de São Paulo, a maior metrópole do Brasil e de todo o Hemisfério Sul, também está próxima a cidades-pólo regionais de outros estados, como Juiz de Fora (180 km) e São José dos Campos (220 km), e outras cidades importantes como Angra dos Reis (100 km), Taubaté (180 km), Petrópolis (170 km), Resende (47 km), Cabo Frio (280 km), dentre outras.

Exibe ainda um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,815 (dados de 2000), considerado “elevado” de acordo com os critérios do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD.

História

Em 1765, José Alberto Monteiro obteve do Vice-Rei uma sesmaria à margem do Rio Paraíba do Sul, onde é hoje se encontra a maior parte do território do município, sendo considerado o primeiro “homem branco” a habitar suas terras. A partir de então, algumas povoações cresceram próximas às grandes fazendas de café que se formaram no séc. XIX e que foram sendo gradualmente substituídas por fazendas de gado quando do declínio da produção cafeeira após a abolição da escravatura.

Em 3 de Outubro de 1832 é criado o Município de Barra Mansa, e Volta Redonda fazia parte de suas terras.

As primeiras aspirações de autonomia do lugarejo surgem em 1874, quando os moradores pleiteiam a elevação do povoado à categoria de freguesia, sendo que em 1926 Volta Redonda conseguiria o seu estabelecimento definitivo como oitavo distrito de Barra Mansa.

Dessa época até a chegada da Companhia Siderúrgica Nacional, o então distrito denominado Santo Antônio de Volta Redonda o oitavo do Município de Barra Mansa cresce lentamente, com o aparecimento de pequenas indústrias e cooperativas, e pouco desenvolvimento estrutural e social.

Então, por volta de 1941, quando a usina começa a ser construída, Volta Redonda ganha um desenvolvimento incomum com a chegada de milhares de pessoas em busca de trabalho no “Eldorado” brasileiro. Em 1946 a CSN entra em operação e a população de Volta Redonda continua crescendo vertiginosamente com o surgimento de edificações por todos os lados.

Em 17 de julho de 1954 a Cidade do Aço, é finalmente emancipada de Barra Mansa.

No entorno da siderúrgica foi-se erguendo (na margem direita do Rio Paraíba) a vila operária, chamada então de “Cidade Nova”, que só passaria à administração municipal em 1968 e que possuía melhor infraestrutura urbana e de serviços públicos que o restante do município, também chamado de “Cidade Velha”. Até essa data, a prefeitura da cidade somente administrava a área correspondente à margem esquerda e alguns poucos bairros situados na margem direita, que ainda careciam de vários serviços básicos.

Em 1973, a cidade é declarada pelo governo federal “Área de segurança nacional”, situação que perdura até 1985 e que impossibilita a população de eleger o prefeito do município, sendo este indicado pelo presidente da República. Na década de 1980, várias greves na CSN (que contava com mais de 30.000 empregados diretos e indiretos na própria empresa e em outras coligadas, somente em Volta Redonda) agitaram o meio político e social do município, que culminaram, durante a Greve de 1988 com a morte de três operários no interior de sua usina por militares do Exército, o que foi acompanhado de grande mobilização popular.

Em 1993, com a privatização da CSN, a cidade enfrentou grave problema econômico que só pôde ser contornado com a intervenção do poder público e com a reorientação da economia municipal para o comércio e a prestação de serviços, sendo a mais forte nesses quesitos no Sul Fluminense.

A partir de meados da década de 1990 diversas obras de urbanização, remodelamento do mobiliário urbano bem como outras de engenharia de grande porte (viadutos, novo Estádio Municipal, praças, escolas, ginásios) deram nova feição à cidade, tida hoje como a de melhor qualidade de vida no interior do Estado do Rio, segundo pequisa feita pela Universidade Federal Fluminense.

Turismo

Praça Oscar Cardoso

Localizada no bairro Casa de Pedra, às margens da Rodovia dos Metalúrgicos, a praça Oscar Cardoso, a maior do município, possui um chafariz interativo bastante frequentado pela população durante os dias de calor. Bem no meio da praça 126 bicos de 2″ de diâmetro lançam jatos variados de água de 5 metros de altura. A praça de 23 mil metros quadrados, possui ainda um pequeno chafariz, uma pista de 550 metros para cooper, um anfiteatro, raias para jogos de bolas de gude, playground, mesas de damas e xadrez e um amplo estacionamento.

Obelisco Getúlio Vargas

O monumento é um obelisco em formato quadrangular, pesando mais de 900 toneladas de granito e medindo 27 metros de altura. Possui em sua larga base uma superfície esculpida em baixo relevo com representação dos quatro principais setores da CSN: a coqueria, o alto-forno, a aciaria e a laminação. A obra ostenta ainda os seguintes dizeres: “Ao presidente Getúlio Vargas, criador de Volta Redonda, esta homenagem: 54/59″.

Ao seu redor existe um espelho d’água. A estátua em bronze de Getúlio Vargas encontra-se em pé, com a mão esquerda no bolso e a direita na posição de segurar o charuto. Ao lado, encontram-se duas figuras de mulheres nuas, simbolizando a indústria e a agricultura. Finalmente, fechando o círculo, encontra-se a escultura em bronze do operário siderúrgico, com indumentária característica. O obelisco, assim como a Praça Brasil, encontra-se tombado pelo Patrimônio Histórico do município.

Memorial 9 de Novembro

O Memorial 9 de Novembro, de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, foi inaugurado no dia 1º de maio de 1989, na Praça Juarez Antunes, na Vila Santa Cecília, em homenagem aos três operários da CSN (William, Walmir e Barroso), mortos durante conflito com as tropas do Exército, que aconteceu na greve dos operários em 1988.

No dia seguinte à inauguração, por volta das três horas da manhã, o local foi parcialmente destruído por um atentado à bomba. Com a explosão, o memorial tombou para frente, ficando preso apenas pelos vergalhões. O memorial é composto por um bloco de concreto com imagem de três corpos em baixo relevo. O do meio é transpassado por uma lâmina, também de concreto. A pedido do próprio Niemeyer ele não foi remodelado e sim mantido como ficou. O arquiteto pediu ainda que se colocasse a seguinte frase em uma placa: ” Um monumento aqueles que lutam pela Justiça e pela Igualdade “. Foi reinaugurado em 12 de agosto de 1989.

Memorial Volta Redonda

Localizado na interseção da Rodovia Presidente Dutra com a Rodovia dos Metalúrgicos, no bairro Rio das Flores o monumento, de autoria do arquiteto Roberto Pimenta da Cruz, é uma alegoria à curva do Rio Paraíba do Sul e à divisa constante do Brasão de Armas do município: “Flvmen Fvlmini Flexit”, expressão latina que significa: “O rio, ante o raio, dobrou-se”.

A construção, relacionada à atividade maior da cidade, é de estrutura metálica, pintada em verde para confundir-se com o fundo (floresta) e deixar a curva, pintada em cor laranja, com aparência de solta no ar.

Chaminé do Engenho de Açúcar ou Chaminé Centenária

Construída em 1903, pelo Dr. José Rodrigues Peixoto, foi um antigo engenho produtor de aguardente e açúcar, que mais tarde foi adquirido pelo Coronel Aprígio Cravo para produção de laticínios. Situada no bairro de Nossa Senhora das Graças, foi utilizada também como funerária e outras atividades comerciais.

O prédio do engenho foi demolido no governo do prefeito João Paulo Pio de Abreu, quando foi construído o viaduto de Nossa Senhora das Graças. Porém, a chaminé do engenho foi mantida, por ter sido considerada marco histórico da cidade. Dessa forma, foi tombada pela prefeitura de Volta Redonda, em 18 de dezembro de 1985, pelo decreto nº 2.105, no governo de Benevenuto dos Santos Neto.

A chaminé está situada em um pedestal, toda revestida em tijolo aparente, contornada por beiral. Com altura aproximada de 40 metros, a chaminé chega ao topo com 2 metros de largura, onde há um beiral com a data de construção.

Nos dias que antecedem o natal é colocado um Papai Noel em uma escada como se estivesse subindo a chaminé chamando a atenção de quem passa pelo viaduto de Nossa Senhora das Graças.

Praça Brasil

Inaugurada em 24 de janeiro de 1957 no bairro Vila Santa Cecília, com a presença do Presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira.

A comissão de construção foi presidida pelo Tenente Oscar Arthur de Mello de Morais e o projeto e a execução do arquiteto Leão Velloso.

Na praça existem quatro estátuas: a de Getúlio Vargas; a de homenagem especial ao General Edmundo de Macedo Soares e Silva, idealizador e construtor de Volta Redonda; a do Trabalhador e a em homenagem aos Engenheiros e Técnicos que orientaram a construção da usina.

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