A CRÍTICA acompanha visita de Obama ao Brasil

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Leitores poderão acompanhar os detalhes da viagem, do embarque em Washington aos encontros em Brasília e no Rio

O primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América (EUA) e a primeira mulher a governar a República Federativa do Brasil. Duas figuras históricas e de grande relevância no cenário internacional que se encontrarão neste fim de semana, na primeira visita de Barack Obama ao País comandado por Dilma Rousseff.

O jornal A CRÍTICA mostra os detalhes desse momento histórico desde o embarque no Air Force One (avião presidencial), em Washington. O jornal foi um dos poucos veículos de comunicação do mundo convidados a acompanhar a comitiva oficial da presidência dos EUA ao Brasil.

Na verdade, os preparativos para cobrir a visita de Barack Obama ao Brasil começaram há algumas semanas. O convite oficial foi feito à vice-presidente da Rede Calderaro de Comunicação, Cristina Calderaro Corrêa, que fez a cobertura jornalística da posse do presidente americano, no dia 20 de janeiro de 2009.

“Pelo fato de eu ter feito a cobertura da posse, meu nome foi colocado na Press List da Casa Branca e, há 20 dias, recebi um e-mail perguntando se eu tinha interesse em acompanhar a comitiva americana ao Brasil. É claro que não podia perder essa oportunidade de colocar o leitor de A CRÍTICA dentro da comitiva presidencial americana”, relata Cristina Calderaro.

Depois de aceitar o convite, Cristina teve que ir duas vezes aos EUA entregar a documentação necessária para ter direito ao credenciamento.

Para se ter uma ideia dos rigores com a segurança, foi exigida a apresentação até dos números de série da máquina fotográfica e do notebook que estão sendo usados pela profissional.

Com as credenciais em mãos, a jornalista partiu para Washington nesta quinta-feira (17), para cumprir alguns requisitos antes do embarque para o Brasil.

Um dos procedimentos foi despachar todas as bagagens na travel press. “Cheguei no local pela manhã e me deparei com um container onde todas as malas dos jornalistas foram depositadas. Todos os nossos equipamentos (máquina fotográfica e notebook) tiveram de ser despachados”, comentou Cristina, justificando a ausência de imagens do dia.

Encontro com obama

Ainda na Casa Branca, os jornalistas foram encaminhados para a meeting room 4 para um encontro com uma autoridade do governo americano. Para a surpresa de todos, o próprio presidente Obama era a autoridade.

“Não acreditei que nosso primeiro encontro com o presidente seria de uma maneira tão informal. Apenas alguns jornalistas estavam na sala quando Obama entrou. Sempre sorridente, ele cumprimentou a todos nós e eu fiz questão de agradecer o convite e dizer ao presidente que era uma honra participar desse momento histórico e acompanhá-lo em uma viagem ao meu País. Ele me confidenciou que está realizando um sonho antigo de conhecer o Brasil e que poucas viagens o deixaram tão excitado quanto esta. Ele disse que está louco para conhecer Copacabana e o Corcovado e que não vê a hora de tomar guaraná. Realmente, Obama impressiona pela simpatia e simplicidade”.

Assunto do dia
Washington respira política e, segundo Cristina, a visita de Obama ao Brasil é o assunto na cidade. “O noticiário da rede CBS de hoje (ontem) foi quase todo sobre a viagem do presidente. Eles mostraram imagens do Rio de Janeiro, do Cristo Redentor e terminaram com uma apresentação da bateria da Portela. É emocionante ver o Brasil com esse destaque todo na mídia americana”, relata.

Relações serão discutidas
Obama, que é o 14º presidente norte-americano a visitar o Brasil, traz em sua bagagem assuntos que podem fortalecer as relações entre os dois países, que há bem pouco tempo estavam em um quase “litígio comercial”, causado primordialmente pela guerra fiscal gerada no período pós-crise internacional.

Dentre as questões que pautam o encontro, estão assuntos que possam gerar, mais facilmente, consenso entre os governos, já que se trata de uma reaproximação entre os dois países.

As apostas de especialistas consideram abordagens envolvendo o pré-sal brasileiro – já que os conflitos no Oriente Médio estão se agravando – o que dificulta o acesso dos norte-americanos ao petróleo.

A reconstrução do Haiti poderá estar na pauta, juntamente com a crise no Japão e a meta brasileira de obter assento permanente no Conselho de Segurança das Organizações das Nações Unidas (ONU). Há também as possibilidades de estreitamento comercial entre os dois países.

Outro ponto importante é a relação entre os EUA e alguns países da América Latina, como Cuba e Venezuela.

Reforço à pesquisa petrolífera
O Eximbank dos Estados Unidos deverá anunciar durante a visita do presidente Barack Obama ao Brasil a concessão de até US$ 1 bilhão em financiamentos para projetos ligados à exploração de petróleo na camada pré-sal, numa confirmação do interesse americano em ter o País como um de seus principais fornecedores de combustível fóssil.

Em 2010, o banco firmou com a Petrobrás um protocolo que garante linhas de financiamento estimados em até US$ 2 bilhões. Os dois governos assinarão, ainda, um memorando de entendimento para cooperação em exploração de petróleo, que lança as bases para, no futuro, consolidar a posição brasileira como fornecedora aos EUA.

Parceria
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os governos do Brasil/EUA lançarão, amanhã, parceria para o desenvolvimento e produção de biocombustível para a aviação comercial.

O diretor de Meio Ambiente da Embraer, Guilherme Freire disse que “a perspectiva é de começo de produção em escala global em médio prazo, entre os próximos cinco a dez anos”.

Espaguete de palmito e pupunha
Nada de churrasco, nem feijoada. O presidente dos EUA pediu comida “vegan”. Ou seja, o presidente da nação conhecida por se entupir de hambúrguer, deu instruções para que a sua dieta no Brasil seja mais radical que a vegeteriana: nada do que tenha origem animal entra na alimentação.

Nem carne, nem leite, nem ovos. O veganismo é uma filosofia que observa o direito dos animais pelo ângulo da ética e os adeptos dela não admitem qualquer exploração ou abuso sobre os exemplares da fauna, seja qual for a espécie.

“Já estamos programando um cardápio vegan. Não há nenhum tipo de produto animal. Nem mel, nem queijo”, revelou a responsável pelos comes e bebes da visita presidencial norte-americana, a empresária de gastronomia Renata La Porta, dona de um dos mais requisitados buffets da capital federal.

“Foi pedido também que haja uma mistura com produtos brasileiros. Por exemplo, estamos promovendo uma feijoada vegan, com alguns itens especiais como espaguete de palmito e pupunha. Uma coisa com pegada brasileira, mas sempre respeitando essa restrição vegan”, completou Renata.

Fonte: A Crítica.com

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